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Avatar de Marco Neres

Rafa, o ponto que mais me capturou não é a ansiedade em si, mas a inversão semântica que você descreve quase de passagem: profundidade virou desvantagem. Para quem lidera times de conhecimento, esse é talvez o deslocamento cultural mais preocupante do momento, porque a organização passa a premiar quem demonstra IA mais rápido (e não quem a integra ao raciocínio com critério), precificando performance em detrimento de discernimento. O cansaço deixa de ser individual e vira estrutural. Fica a provocação: como pautamos, dentro das equipes, o ritmo de não-consumo como competência legítima, e não como sintoma de quem ficou para trás?

Avatar de Adilson Barros

Reflexão mais do que oportuna, Sba. Eu tenho observado no meu dia a dia muita gente seduzida pela “solução fácil”. Tenho ouvido demais a “dica”: “Ah, joga na IA e faz aí rapidinho”… Isso tem agravado essa epidemia de ansiedade. A solução fácil e rápida em detrimento da estratégia, da validação. Essa ansiedade generalizada está acabando com o editor do “Não, péra”, como falávamos nos tempos de globoesporte.com. Falta reflexão, ponderação, leitura. Preocupante. Abs

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