Jovens que amam o caos do X
Uma reflexão sobre algoritmo, dinâmica da fofoca e recompensa intermitente na formação identitária digital. Há quem ame o caos e um espaço altamente controverso de desinformação
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Por quase uma década, o X — que será eternamente nomeado como Twitter — foi vendido como a ágora digital, a praça pública em que há uma fogueira, conhecida por hashtag. O lugar em que política, jornalismo e cultura se encontravam em tempo real. Hoje, rebatizado com seu novo nome após a compra pelo controverso empresário Elon Musk, o ambiente passou a ser associado a outra imagem, bem menos nobre.
A desinformação circula com facilidade, mesmo com o uso massivo incorreto das Notas de Comunidade e pelo tribunal Grok, o chatbot de inteligência artificial criado pela própria empresa; a resposta à imagem acima evidencia essa limitação.
Lembrando: em um mar de desinformação, quem verifica precisa ser confiável.
A pornografia aparece no mesmo feed que conflitos internacionais. Nos últimos meses, esse cruzamento deixou de ser apenas perceptivo e p…



